
E por pensarem ansiosamente no futuro , esquecem-se do presente de tal forma , que acabam por não viver nem o presente nem o futuro . E vivem como se nunca fossem morrer.... ........e morrem como se nunca tivessem vivido! "



Agradeço Senhor,
Cada afeição querida
Com que me deste a vida
Alegria, esperança, entendimento, amor!
Enaltece, por mim, a amizade que vem
Resguardar-me a fraqueza em caridade infinda,
Sem perguntar porque não posso ainda
Entregar-me de todo a prática do bem.
Sê louvado Jesus, pela criatura boa
Que me escora no caminho.
Estendendo-me paz, reconforto e carinho
Toda vez que me encontra, auxilia ou perdoa.
Faze brilhar, no mundo, o olhar branco e perfeito
Que me tolera as faltas, de hora a hora
Que me percebe o anseio de melhora
E me ensina a servir sem notar meu defeito…
Santifica, na terra, o ouvido que me escuta,
Sem espalhar a queixa e as aflições que faço,
Nos erros que cometo, passo a passo,
Nos meus dias de mágoa, sombra e luta!…
Abrilhanta, onde esteja, aquele coração.
Que me acolhe nos dons da palavra serena
E nunca me censura e nem condena,
Quando me vejo em treva e irritação.
Reclama de esplendor para a Glória Celeste
A mão, cuja bondade, em júbilo, proclamo,
Que me socorre e ampara aqueles que mais amo
No refúgio do lar que me fizeste
A Ti, Jesus, meu pálido louvor!…
Pelo gesto mais leve e pequenino
Das santas afeiçõesd que me deste ao destino.
Agradeço Senhor!….



Beatificado pelo Papa Bento XV em 1918 foi hoje, em Roma, canonizado o Condestável Nuno Álvares Pereira, até agora Beato Nuno de Santa Maria.
O povo, na sua sabedoria, desde há séculos que o crê merecedor de tal estado, por isso, lhe chama Santo Condestável. A sua bondade já era referida nas Crónicas de Fernão Lopes e na Crónica do Condestabre, escritos do Séc. XIV. Também na Poesia, Fernando Pessoa escreve, na Mensagem, sobre Nun’Álvares Pereira e a auréola que o cerca.
D. Nuno Álvares Pereira, foi determinante para a consolidação da independência de Portugal na crise de 1383-85, como Condestável do Reino, isto é como chefe militar dos Exércitos de Portugal, tendo sido o seu maior feito militar a vitória portuguesa na memorável Batalha de Aljubarrota, que ocorreu na tarde de 14 de Agosto de 1385.
Porém, não é por nada disso que Nuno Alvares Pereira foi proclamado santo, mas porque apesar de ser a segunda figura do reino, estimado e considerado pelo Rei e por todos os seus contemporâneos, respeitado e admirado até pelos seus antigos adversários castelhanos, D. Nuno renunciou a todas as honras, distinções e poderio temporal e fez-se monge carmelita, entrando para o Convento do Carmo que ele próprio mandara construir em Lisboa.
Desde que professou na Ordem do Carmo, este “grande do Reino”, passou a andar descalço, de hábito carmelita, a pedir esmolas para os pobres pelas ruas de Lisboa, vivendo uma vida de oração e penitência, amor aos mais pobres e especial devoção à Mãe de Deus.
Logo, pouco depois da sua morte, a fama de santidade de D. Nuno Alvares Pereira se começou a espalhar, de tal modo que sete anos depois, o Rei de Portugal pediu ao Papa a sua canonização.
Entretanto o seu culto crescia e alastrava a outros países, a começar pela própria Espanha que não guardou ressentimentos pelo seu antigo adversário político-militar e reconheceu nele um exemplo de bondade e dedicação aos pobres.

Ou seja: viva a vida intensamente com muito amor no coracao e na mente.

Senhor, nesse silêncio deste dia que amanhece, venho pedir-vos a paz, a sabedoria, a força.
Quero olhar hoje o mundo com os olhos cheios de amor, ser paciente, compreensivo, manso e prudente, ver além das aparências vossos filhos como vós mesmo so verdes e, assim, não ver senão o bem a cada um.
Fechai meus ouvidos a toda calúnia. Guardai minha língua de toda a maldade. Quesó de bênçãos se encha meu espírito. Que eu seja tão bondoso e alegre que todos quantos se achegarem a mim sintam vossa presença.
Revesti-me de vossa beleza, Senhor, e que, no decurso deste dia, eu vos revele a todos.
Amém.





















